A Inquisição aconteceu em dois períodos: o medieval, do século XIII ao XIV, e o moderno, do século XIV ao XIX.  Mulheres idosas, parteiras, enfermeiras, foram julgadas pela Igreja e Estado como figuras malignas e perigosas à sociedade!

E aí, será que você seria considerada bruxa também? Continue lendo o post para conferir!

Ser idosa e viúva

Idosas e viúvas representavam uma afronta para a sociedade! Elas não eram reprodutivas, não obedeciam a uma voz masculina e também possuíam pedaços de terra, que eram de interesse da igreja.

Ah, vale lembrar também que mulheres mais velhas possuem memória e sabedoria! Elas chegaram antes de todes e sabiam muuuitas histórias e dicas para curar doenças, etc.

Ser uma mulher sexualmente livre 

Mulheres vistas como sedutoras, que causavam “tentação” aos homens. Não interessava a elas, uma sexualidade comandada pelo cristianismo, e por isso eram um perigo para a sociedade.

Ei, você aí, morreria pelo simples fato de viver a sua sexualidade de forma autônoma.

Possuir marcas e verrugas no corpo

A inquisição acreditava que pessoas que faziam pacto com o diabo, por consequência, acabavam com marcas no corpo como verrugas e manchas na pele.

Melasma, por exemplo, seria considerada a marca do demônio! 

Bizzaro.

Gostar muito dos animais 

Cat lovers, por exemplo, eram consideradas bruxas! Pessoas que possuíam relações mais próximas com os animais, principalmente selvagens e felinos, como gatos e cabras, eram vistas como suspeitas.

Isso diz muito sobre o estereótipo da louca dos bichos, né? Solteira, sem filhos, cheia de animais, porém em paz com a sua vida sexual!

Ter amigues 

A amizade entre mulheres era considerada uma ameaça para a aliança do homem e da mulher, e infelizmente ainda é.

“A caça às bruxas ensinou as mulheres que ao se tornarem cúmplices na guerra contra as bruxas, e aceitarem a liderança masculina, poderiam ter proteção, que as salvaria da fogueira.” Silvia Federici

Dizem que a caça às bruxas durou quatro séculos, mas a gente acredita que ela nunca acabou! Infelizmente, ainda há quem não suporte ver uma mulher livre e feliz.

 

 

31 de outubro de 2021 — Bárbara Barros

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